7 verdades sobre o colesterol

O colesterol não é, em si, algo ruim. É vital para diversas funções no organismo. Porém, quando em excesso, pode se tornar um grande problema.

O que é colesterol? O colesterol é um tipo de gordura encontrada no nosso organismo, produzida pelo fígado e também proveniente da dieta. É fundamental para o funcionamento de todo corpo e está presente em inúmeras funções.
Continue esta leitura e descubra as grandes verdades e mitos que envolvem o colesterol e os cuidados necessários para que ele não comprometa a sua saúde.
 
 
1. Não é possível viver sem colesterol.
O colesterol é de vital importância para o nosso corpo. Está presente em inúmeros órgãos como cérebro, coração, fígado e intestino. Na verdade, atua na formação das membranas de todas as células, incluindo as células nervosas, sendo também usado na produção de alguns hormônios, de vitamina D e de ácidos biliares, responsáveis pela digestão das gorduras.
 
 
2. O colesterol muito baixo ou muito alto pode ser um perigo para a saúde.
Independente se o colesterol foi oriundo do fígado ou da dieta, o fato é que é necessário apenas uma pequena quantidade desse tipo de gordura para suprir todas as funções no organismo. Se há muito colesterol circulante, seu excesso se deposita nas artérias. Com o passar do tempo, ocorre a formação de uma placa de ateroma, a temidaaterosclerose. Contudo, o colesterol muito baixo também pode fazer mal, comprometendo a síntese de hormônios e afetando o pleno funcionamento de alguns órgãos, como, por exemplo, o intestino.
 
 
3. O que normalmente conhecemos como colesterol, são, na verdade, proteínas transportadoras.
Como o colesterol é gordura, ele não se dissolve em água e nem no sangue. Portanto, para poder circular pela corrente sanguínea, é necessário que seja “carregado”. Esse trabalho é realizado por um tipo específico de proteínas, conhecidas como lipoproteínas, e que são produzidas pelo fígado. Existem dois tipos principais de lipoproteínas envolvidas nesse transporte: as LDL (lipoproteínas de baixa densidade) e as HDL (lipoproteínas de alta densidade). As LDL transportam o colesterol do fígado às células do organismo, onde este pode ser usado. As HDL, por outro lado, transportam o colesterol de volta para o fígado, onde é depositado.
A concentração do colesterol no sangue é verificada por meio dessas lipoproteínas. Apartir da quantidade de cada uma, é possível determinar se o colesterol será mais ou menos prejudicial à saúde.
 
 
4. Sim, há um colesterol bom e um “colesterol ruim”.
As LDL (lipoproteínas de baixa densidade) e as HDL (lipoproteínas de alta intensidade) são conhecidas, respectivamente, como o “mau colesterol” e o “bom colesterol”. Enquanto a LDL é uma lipoproteína de grande porte, a HDL é a menor das lipoproteínas e também a mais densa. Porém, além do tamanho, essas lipoproteínas se diferenciam em suas funções. A LDL é mais abundante, é a maior transportadora de colesterol para as células e pode se acumular nas paredes das artérias, ocasionando, com o passar do tempo, o entupimento dos vasos e problemas cardiovasculares. Por isso é tida como colesterol ruim”. A HDL realiza o transporte reverso do colesterol, levando o que se encontra em excesso para o fígado, para que seja eliminado. Por conta disso, a HDL é apresentada como o “bom colesterol”.
 
 
5. Existe um limite estabelecido para o “colesterol bom” e “colesterol ruim”.
A rede médica concluiu que os níveis de HDL devem ser de, no mínimo, 60 miligramas por decilitro de sangue e os de LDL não devem ultrapassar 100 miligramas por decilitro de sangue. O LDL abaixo de 100 mL/dL é pouco provável que seja prejudicial, uma vez que uma concentração mínima é necessária para levar o colesterol para todas células. Porém, em quantidades superiores a essa, o “colesterol ruim” pode se acumular nas artérias e formar placas de gordura, com bloqueios e endurecimento das artérias (aterosclerose). Com o tempo, essas placas podem até interromper completamente a passagem do sangue – sendo a causa do infarto ou de um acidente vascular encefálico (AVE).
Já o HDL acima de 60mL/dL tem um efeito protetor da saúde, pois tenta remover esse acúmulo de resíduos nas artérias, redirecionando o colesterol novamente para o fígado. Estudos também apontam que o HDL desempenha ações anticoagulante, antioxidante e anti-inflamatórias, atuando na prevenção de ataques cardíacos e acidentes vasculares encefálicos (AVE). Porém, se estiver em menor quantidade, não é capaz de deter a ação do LDL.
 
 
6. Hábitos de vida e alimentação influenciam nos níveis de colesterol.
Existem alguns fatores genéticos que contribuem para o colesterol elevado. Porém, os maiores causadores desse quadro são os hábitos alimentares e o estilo de vida. Dependendo de suas escolhas, você terá maiores ou menores concentrações do “bom” e do “mal” colesterol.
O sedentarismo e o fumo estão entre os principais responsáveis pelo aumento do LDL no sangue. Ocigarro também, além de acelerar e agravar o processo de formação de placas nas artérias, pode diminuir o HDL. Portanto descubra, por meio da prática, a importância da atividade física para a sua vida e, se você é vítima do cigarro, busque ajuda. É possível combater o tabagismo e desfrutar de significativas melhoras na saúde!
A alimentação também tem um fator impactante nos níveis do colesterol sanguíneo. Comidas ricas em gorduras saturadas, principalmente de origem animal como carnes vermelhas gordas, leite integral, queijo e manteiga, e a gordura trans, amplamente usada pela indústria alimentícia, são as que mais contribuem para o aumento do "mal colesterol", o LDL. 
 
 
7. As fibras e o ômega 3 ajudam a aumentar o “bom colesterol”.
As fibras contidas nos alimentos contribuem para reduzir a absorção de colesterol no intestino, fazendo com que o corpo excrete mais gordura do que absorve. Assim, os níveis de “colesterol ruim” diminuem no sangue. Alimentos integrais como pão integral, arroz integral, frutas e verduras são verdadeiros aliados do coração. A aveia também é uma excelente opção para enriquecer a dieta com fibras.
O ômega-3 é um ácido graxo que tem função anti-inflamatória. Ele diminui o risco de placas de gordura, formadas pelo colesterol alto, inflamarem e causarem coágulos. Além disso, reduz o colesterol ruim (LDL) e aumenta o bom (HDL)”. O ômega-3 e o ômega-6, que também está envolvido na promoção da saúde cardiovascular, podem ser encontrados em peixes e em nozes, grãos, abacate e azeite de oliva. Também é possível ser suplementado na forma de cápsulas, indicadas para auxiliar no funcionamento do coração e para a prevenção dos processos inflamatórios.
 
 
Concluindo...
O colesterol alto se apresenta de forma silenciosa, muitas vezes sendo identificado apenas por meio de exames de sangue. Portanto, a maior verdade sobre o colesterol é que uma rotina de vida e alimentação saudáveis são a chave para diminuir e retardar a ação do "colesterol mal" e potencializar o "colesterol bom". Não deixe para investir na sua saúde no último momento! Comece a escrever uma nova história de vida saudável e feliz agora mesmo!