Azia: principais causas e tratamentos alternativos

Quem nunca sentiu aquela queimação no estômago depois de comer? Qual a melhor forma de lidar com essa sensação tão incômoda?

Acredita-se que uma grande parcela da população mundial sofra com a azia. Infelizmente, a tendência é piorar, uma vez que boa parte dessas pessoas não buscam descobrir a sua causa, apenas procuram por soluções para aliviar os sintomas de imediato. Geralmente, em quadros de azia, são consumidos antiácidos ou fármacos com efeito similar, que resolvem, momentaneamente, o problema.
Contudo, a chance de voltarem a sentir essa queimação é grande, e adiar o tratamento adequado poderá ocasionar um agravamento do quadro e da saúde. Que tal então descobrir as principais causas desse mal e algumas formas alternativas de tratá-lo?
 
1. Por que acontece a azia?
No momento que estamos comendo, a comida triturada é engolida, passa pelo esôfago e segue seu caminho até chegar no estômago. Chegando lá, uma espécie de anel muscular fecha o órgão, para que seja feita a digestão, impedindo que o alimento se mova para trás, em direção ao esôfago. Esse anel é chamado de esfíncter esofágico inferior (EEI).
Se ele não se fechar o suficiente, o conteúdo do estômago pode voltar, como um refluxo, para o esôfago. Porém, como no estômago há uma grande concentração de ácidos digestivos, ao voltar o conteúdo alimentar parcialmente digerido pelo esôfago, irá provocar a sensação de “queimação”, tão típica da azia.
Os episódios de azia podem ser ocasionais ou frequentes, podendo interferir na rotina e qualidade de vida da pessoa, além de ser um sinal de algum problema mais grave, como a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE).
 
2. Fatores de risco
A azia pode aparecer em pessoas de qualquer idade, independente do sexo.  Mas alguns quadros são considerados fatores de risco.
É comum a azia na gravidez, sendo explicada pelas muitas alterações hormonais que ocorrem no organismo feminino, além do próprio crescimento do feto.
O sobrepeso também é um fator de risco. Isso acontece porque geralmente há abuso no consumo de alguns tipos de bebidas ou alimentos e ao comer em demasia, gera-se um aumento da pressão no estômago, ocasionando o refluxo.
O uso excessivo de medicamentos também pode provocar ou intensificar a queimação.
 
3. Prevenção
A principal forma de prevenção desse problema é a mudança dos hábitos de vida, principalmente os alimentares. As escolhas alimentares, a quantidade e a forma como os alimentos são consumidos fazem toda a diferença. Atente-se para as dicas abaixo:
 
a) Evite alguns alimentos
Certos alimentos podem favorecer os sintomas, como as bebidas gaseificadas (refrigerantes), bebidas alcoólicas, condimentos apimentados, café, chá preto, chocolate, frutas ácidas, frituras e alimentos gordurosos. Em especial, o álcool atua relaxando o anel muscular (esfíncter) que impede que o conteúdo do estômago suba para o esôfago. É necessário evitá-lo.
 
b) Não passe muito tempo sem comer
Passar longos períodos sem comer também aumenta as chances de azia. Isso acontece porque, quando uma pessoa fica sem comer, o ácido gástrico se acumula e acaba irritando o final do esôfago. Comer com intervalos menores entre as refeições pode ser de grande ajuda.
 
c) Atenção com a quantidade
Quem exagera na quantidade de comida corre maior risco de sofrer queimação. Quanto maior o volume de alimentos ingeridos de uma vez, maior será a probabilidade de o suco gástrico atingir o esôfago, já que estômago estará superlotado.
 
d) Procure não ingerir líquidos junto das refeições
É importante ingerir líquidos abundantemente, a fim de manter o corpo hidratado, mas para evitar a azia é aconselhável consumi-los antes ou após as refeições, respeitando um intervalo de tempo. Se você beber muito líquido junto das refeições, seja água ou suco, acabará diluindo o ácido gástrico e obrigará o estômago a produzi-lo em maior quantidade, além de favorecer a distensão do estômago. Se for uma bebida for gaseificada, pior ainda. Portanto, muito cuidado com esse hábito.
 
e) Mastigue bem
Mastigar bem os alimentos facilita o trabalho do estômago, que em troca produzirá menos ácido.
 
f) Cuidado com o leite
Muitas pessoas acreditam que o leite ajuda a aliviar os sintomas da azia. Porém esse “alívio” é parcial. Ao tomar leite no momento da queimação, por ele ser alcalino, reagirá com o ácido do estômago, exercendo ação tamponante. A melhora, porém, é momentânea. A quantidade de cálcio e proteínas presente no leite acabarão estimulando secreção gástrica no estômago, e, a longo prazo, os sintomas da azia terão piorado. Por isso que, em duas ou três horas, a queimação surge muito pior do que antes.
 
4. O fumo e a azia
O fumo é uma condição agravante para o aparecimento da azia. Além de causar problemas sérios no pulmão, o cigarro também diminui a proteção da mucosa do estômago, deixando o órgão mais sensível à irritação causada pelo ácido gástrico. Essa irritação na mucosa gástrica, por vezes, acaba se tornando uma úlcera e posteriormente um câncer. Por isso, combater o tabagismo é também uma forma de atuar na prevenção da azia e demais doenças muito mais graves. 
 
5. Tratamentos alternativos
A natureza possui alguns ótimos recursos para tratar a azia, sem precisar lançar mão dos fármacos e antiácidos de sempre. Dentre os mais simples remédios naturais, se encontra a batata. O suco da batata inglesa tem uma excelente ação no tratamento da azia, porque a batata é um alimento alcalino. Ela retira a acidez do estômago e elimina a sensação de queimação rapidamente.
Para fazer esse suco, é necessário apenas uma batata. Extraia o suco da batata passando-a pelo processador de alimentos ou ainda ralando e espremendo-a em um pano limpo, até que saia todo o seu suco. A indicação é tomar 1/2 xícara desse suco puro, todos os dias pela manhã, logo após o seu preparo. Faça isso por vários dias seguidos, até perceber a melhora dos sintomas. O suco da batata também é usado para outros problemas no aparelho digestivo como refluxos e gastrite.
 
Se você se encontra entre as pessoas que sofrem com essa queimação no estômago diariamente ou semanalmente, saiba que é possível viver sem ela. Siga essas dicas e se precisar, procure ajuda profissional e qualificada em tratamentos alternativos. Só não vale sofre desse mal para sempre!