Como vai a sua autoestima?

Autoestima é uma das variáveis mais importantes para o bem-estar psicológico e para uma boa saúde mental. Uma baixa autoestima inibe a relação com o mundo e impede muitas vezes de sentir prazer e alegria na caminhada da vida.

O que é autoestima?

Na Psicologia, o termo autoestima foi usado pela primeira vez por Willian James em 1892, ao descrever a sensação geral que uma pessoa apresenta em relação ao seu valor pessoal. Segundo alguns teóricos, a autoestima é semelhante a um traço de personalidade, o que significa dizer que ela tenderia a ser estável e duradoura.
Assim, a autoestima pode envolver uma variedade de crenças, emoções e comportamentos que incluem a opinião que temos de nós mesmos e o valor que acreditamos possuir enquanto pessoa.
 
Mas como a autoestima pode se tornar negativa? Existem algumas causas para isso, e se você deseja descobrir mais quais são elas, continue essa leitura!
 
Principais causas da baixa autoestima
 
1) Experiências negativas na infância
Na escola, em casa ou até em acontecimentos sociais negativos podem estar na origem dessas crenças negativas próprias. As vezes o estilo de educação dos pais – frios e exigentes – podem ter desencadeados padrões demasiado perfeccionistas que contribuem para reduzir a autoestima.
 
2) Sobrecarga de atividades
Provavelmente você já passou ou talvez esteja passando por uma situação parecida de sobrecarga de atividades. As coisas a fazer e as que foram deixadas de fazer vão-se acumulando dia após dia, você começa a deixar de fazer algumas das tarefas habituais, adia um prazo de entrega de algo, falta a alguns compromissos. Você então começa a desanimar, a decepção passa a ser frequente e surge o sentimento de culpa.
 
Além do sentimento de culpa, também aparecem outros sentimentos negativos que vão se instalando, crescendo e minando a sua autoconfiança. A sobrecarga de atividades tem uma alta probabilidade de levar ao ciclo vicioso da procrastinação e este vício é um ótimo combustível para queimar a sua autoestima. Este é o território mental propício à autocrítica, autoavaliações negativas e descrença nas suas capacidades, aptidões e habilidades. 
 
3) Medo do fracasso
De modo geral, as pessoas temem o fracasso. Sempre que sentimos que não estamos à altura ou que fracassamos em alguma situação importante, a nossa cabeça associa o nosso desempenho àquilo que somos enquanto pessoas. No entanto, aquilo que somos enquanto pessoa é diferente do nosso desempenho.
 
Quando dependemos exclusivamente do nosso desempenho, sucesso ou fracasso nas atividades ou decisões para reconhecermos o nosso valor como pessoa, isso contribuirá para uma busca externa por aprovação, abrindo assim espaço para a baixa autoestima.
 
4) Depressão
Quando uma pessoa está deprimida, é muito recorrente pensamentos de desvalorização pessoal. As emoções negativas (a que todos estamos sujeitos pelos problemas e contrariedades da vida) passam a ter uma grande influência na autoimagem. Quando a autoimagem é negativa, a pessoa tenderá a ver um acontecimento trivial como um sinal de um defeito pessoal.
 
Humilhação pública, estresse e problemas agudos de ansiedade também podem levar à baixo autoestima. As causas e situações são diversificadas e variam de pessoa para pessoa, mas independentemente das circunstâncias, os processos desencadeados e as incapacidades geradas são muitos semelhantes.
 
 Identificando a baixa autoestima
 
  • Visão negativa da vida;
  • Facilidade em encontrar dificuldades e obstáculos para realizar algo;
  • Acredita mais no fracasso do que no sucesso;
  • Atitude perfeccionista;
  • Desconfiança nos outros;
  • Preferência por ficar sozinho do que conhecer novas pessoas e estar com os outros, dificuldade em fazer e manter os amigos ou tendência a se afastar das pessoas;
  • Medo excessivo de correr riscos;
  • Sentimento de não ser amado;
  • Busca sempre a aprovação dos outros e depende do valor que os outros atribuem a si próprio;
  • Prefere deixar que os outros tomem decisões;
  • Medo de ser ridicularizado;
  • Desvalorização dos pontos positivos. Acredita que aquilo de bom que consegue alcançar é sorte ou que as suas habilidades positivas se dêem ao acaso;
  • Apresenta altos níveis de ansiedade.

 Algumas outras atitudes incluem: evita olhar nos olhos dos outros, fala para si mesmo de forma negativa, não perdoa a si mesmo ou aos outros, tem dificuldade em demonstrar empatia, afeto ou estabelecer intimidade com alguém.

O que fazer para ter boa autoestima?
Qualquer pessoa que tenha autoestima baixa tem todas as possibilidades de transformar esta situação. A mudança de padrões de pensamentos negativos, que desperta sentimentos de tristeza, depressivos e de desvalorização pessoal exige disciplina e persistência.
 
Separamos algumas dicas que podem te ajudar nesta missão.
 
1) Não busque a aprovação de todos
É impossível agradar todo mundo e não se sinta culpado se alguém não gostar de você. A desaprovação faz parte da vida. Sempre haverá pessoas que gostam e concordam com você, mas o contrário também é verdadeiro.
 
2) Identifique e anote suas qualidades positivas, bem como as negativas
Isso facilitará você a se conhecer melhor e te ajudará a trabalhar ou escolher atuar em áreas que realcem suas características positivas. Além disso, você poderá também procurar se qualificar melhor ou exercitar mais os seus pontos fracos, sabendo que através desses pontos poderão surgir as críticas ou cobranças externas.  
 
3) Não dê espaço para os pensamentos negativos
Vez ou outra, nossa mente começa a pipocar com pensamentos destrutivos, que são péssimos e acabam minando a autoestima. Não cultive pensamentos de generalização exagerada como: “sou a pior pessoa que existe”, “como sou burra”, “faço tudo errado”. Ajuda muito escrever em uma folha esses pensamentos negativos e analisá-los. Será que esses pensamentos são verdadeiros? Muitas vezes distorcemos e exageramos de forma negativa as avaliações que fazemos de nós mesmos.
 
4) Valorize-se a si mesmo e a sua individualidade
Empenhe-se em atividades que lhe tragam felicidade. Cuide de você, cuide da sua imagem, da sua pele, do seu cabelo, da sua saúde, adote uma alimentação saudável, pratique atividade física, cultive um hobby, leia um bom livro. Dedique um pouco da sua vida a fazer algo que realmente goste, sem medo do julgamento das pessoas e sem buscar com isso a aprovação de ninguém.
 
5) Fique perto das pessoas que fazem bem a você
Dividir sua rotina com pessoas alegres e que se preocupam com você é uma ótima maneira de cuidar da sua autoestima. Permita-se se sentir cuidado, amado e especial.
 
 
Independentemente do que aconteça, por mais difícil ou negativa que alguma situação possa parecer, é fundamental que o seu eu esteja convicto do que é e do que quer. Sentir-se bem e valorizado não deve depender de aprovação externa, mas unicamente de você, que precisa sempre se amar e se respeitar. Ter a autoestima elevada é um dos pontos mais importantes quando o assunto é ter uma vida mais saudável e feliz. Se você deseja investir na sua autoestima, venha para a Clínica Oásis Paranaense! Aqui você encontra o caminho certo para uma vida mais saudável e feliz!